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Os 10 melhores discos de música alternativa de 2025 pela crítica francesa

A revista francesa Les Inrockuptibles, que é um radar do que é cool na música, convidou 6 de seus críticos para eleger os álbuns mais marcantes do ano, oferecendo um retrato plural do que movimentou a cena musical — de lançamentos consagrados (como Pulp) a nomes que desafiam convenções, além de artistas franceses, como Oklou (foto acima). Pra você não precisar ler as 6 listas diferentes, o Paris Lado-B consolidou elas em uma única, com os discos mais citados. Ah, menção honrosa: não entrou na lista final, mas o disco do brasileiro D.Silvestre (“O que as mulheres querem”) entrou em terceiro lugar na lista do crítico Théo Dubreuil. Também compilamos elas todas em uma playlist no Spotify. Confere:


Os discos que marcaram 2025 segundo Les Inrockuptibles

1. Pirouette – Model/Actriz
Este álbum se destacou pela energia crua e teatralidade que atravessam cada faixa. A banda americana constrói um som que mistura experimentalismo, rock e performance, refletindo uma narrativa fragmentada e intensa do mundo contemporâneo. Sua presença no topo de várias listas dos críticos sinaliza um impulso renovado para a música art punk em 2025.

2. Lucre – Dean Blunt & Elias Rønnenfelt
Uma colaboração que confunde e seduz, Lucre propõe um mergulho em atmosferas densas e surpreendentes. Dean Blunt leva sua estética enigmática a um encontro com as paisagens sonoras únicas de Rønnenfelt, produzindo um registro que flutua entre ambient, eletrônico e experimental sem ganhar rótulos fáceis.

3. Moisturizer – Wet Leg
O segundo álbum do duo britânico consolida sua posição como voz irreverente do rock alternativo atual. Com letras espirituosas e arranjos que oscillam entre o pop sarcástico e o indie sofisticado, Moisturizer captura a urgência de uma geração em busca de expressão própria em meio ao barulho cultural.

4. Saya – Saya Gray
Com uma abordagem vocal poderosa e arranjos que transitam entre jazz, soul e pop moderno, Saya se afirma como um dos trabalhos mais emocionantes do ano. A expressão artística de Saya Gray destaca uma sensibilidade capaz de fundir tradição e inovação com profundidade e elegância.

5. Eusexua – FKA twigs
FKA twigs continua desafiando fronteiras com este álbum que reimagina a música pop através de texturas etéreas e batidas sob medida. Eusexua é uma exploração íntima do som, combinando produção inovadora com uma performance vocal visceral que reafirma a artista como uma figura singular no cenário global.

6. Essex Honey – Blood Orange
Dev Hynes, por trás do projeto Blood Orange, entregou um dos álbuns mais comentados do ano. Essex Honey mistura soul, R&B e psicodelia com nuances autobiográficas e urbanas. Aclamado pela crítica, o disco representa uma celebração da identidade e da memória afetiva em um tempo de rápidas transformações culturais.

7. More – Pulp
O retorno de Pulp com More foi recebido como um acontecimento. A banda icônica do britpop revisita sua estética com um olhar maduro e reflexivo, oferecendo composições que mesclam sagacidade lírica e melodias envolventes. O disco aparece em várias listas, consolidando sua importância no repertório da década.

8. Never Enough – Turnstile
Representando uma energia visceral do hardcore punk, Never Enough reinventa um gênero tradicional com explosões melódicas e uma força contagiante. O álbum reflete a vitalidade de uma cena que continua a evoluir sem perder suas raízes de confronto e intensidade. Les Inrocks

9. Lifetime – Erika de Casier
Erika de Casier entrega um trabalho sedutor que mistura R&B contemporâneo, eletrônica elegante e grooves hipnóticos. Lifetime destaca-se pela produção refinada e pela capacidade de criar climas íntimos sem abrir mão de um pulso experimental. Les Inrocks

10. Choke Enough – Oklou
A artista francesa Oklou apareceu repetidamente nas listas dos críticos com este álbum que transpira estética e inventividade. Choke Enough combina elementos de pop avant-garde, eletrônico e referências locais da cena alternativa parisiense, consolidando Oklou como uma força criativa essencial de 2025.

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